Gilberto Kassab
| Gilberto Kassab | |
| Prefeito de São Paulo |
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| Mandato: | 31 de março de 2006 em exercício |
| Precedido por: | José Serra |
| Sucedido por: | — |
| Deputado Federal por São Paulo |
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| Mandato: | 1 de janeiro de 1999 a 1 de janeiro de 2005 |
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| Nascimento: | 12 de agosto de 1960 (50 anos) São Paulo, SP |
| Partido: | DEM |
| Profissão: | Economista e Engenheiro Civil |
Gilberto Kassab (São Paulo, 12 de agosto de 1960) é um economista, engenheiro civil, empresário, corretor de imóveis[1] e político brasileiro.
Atualmente, ocupa o cargo de prefeito da cidade de São Paulo.
Índice |
Biografia
Gilberto Kassab é o quinto de sete filhos do médico Pedro Salomão José Kassab e da professora Yacy Palermo.[2] Natural do bairro de Pinheiros, em São Paulo, estudou no colégio tradicional paulistano Liceu Pasteur, onde seu pai atuou como diretor até falecer, em 2009. Graduou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e em Economia pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de Sao Paulo (FEA-USP). Também cursou Introdução à Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) em 1980, Introdução ao Comércio Exterior e Importação em 1985 e Curso Básico de Exportação em 1995 pela Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) em São Paulo, SP, e ainda se formou em TTI (Técnico em Transações Imobiliárias) e adicionou a seu currículo a profissão de corretor de imóveis.
Kassab iniciou sua vida política aos 24 anos participando do Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (FJE-ACSP), criado em 1984 pelo empresário e presidente da Associação Comercial de São Paulo Guilherme Afif Domingos. Participou também da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Em 1989, Kassab participou da campanha presidencial de Afif e em 1993 foi eleito vereador pelo extinto PL (hoje PR), partido de Afif na época.
Filiou-se ao PFL (atual DEM) em 1995, alcançando a vice-presidência do partido no estado de São Paulo em 1996 e a presidência em 2007, também é presidente do DEM na capital paulista.
Foi secretário de Planejamento do governo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1997-2000), sendo responsável pela elaboração do Plano Diretor da cidade.
Em 2004 foi eleito vice-prefeito de São Paulo na chapa de José Serra. Em 31 de março de 2006, após a renúncia de José Serra para se candidatar ao governo do estado de São Paulo nas eleições de outubro daquele ano, Kassab se tornou prefeito de São Paulo. Nas eleições de 2008, Kassab foi reeleito para um novo mandato à frente da Prefeitura.
Experiência política
Deputado federal
Eleito em duas legislaturas, primeiro em 1999-2003, com 92 866 votos[3] e novamente 2003-2007, com 107 811 votos,[4] renunciando em 1º de janeiro de 2005 para assumir o mandato de vice-prefeito em São Paulo.
Foi presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que durante seu mandado criou projeto de inovação tecnológica, anunciado junto com a Lei de Informática pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, para melhorar a competitividade das empresas no ramo da inovação.
Foi Kassab quem representou a Câmara dos Deputados do Brasil na audiência que autorizou a ida de Marcos César Pontes ao espaço depois de concluído o seu treinamento.[5]
Prefeito de São Paulo
A administração de Kassab à frente da prefeitura de São Paulo obteve seus melhores índices de aprovação em 2008, quando atingiu a casa dos 61% de ótimo/bom segundo pesquisa Datafolha.[6] Porém no ano anterior(2007), apenas 23% paulistanos consideram ótima ou boa a administração da prefeitura, segundo a pesquisa IBOPE.[7]
Pesquisa do IBOPE, publicada em janeiro de 2010, mês em que a cidade de São Paulo foi castigada por fortes enchentes, apontou uma queda de sua popularidade: a "aprovação da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) teve forte queda no último ano. Dados da pesquisa Ibope apontam redução de 46% para 28% entre as pessoas que a consideram ótima/boa. Por outro lado, os que a avaliam ruim/péssima mais que dobraram, passando de 12% para 26%" [8]
Disputou a reeleição para o cargo de prefeito de São Paulo, tendo sido o mais votado no primeiro turno. No segundo turno realizado em 26 de outubro de 2008, derrotou, com 61% dos votos válidos, a candidata do PT, Marta Suplicy.[9]
Gestão na prefeitura
Denúncias por improbidade administrativa
Kassab foi acusado de irregularidades sobre a origem de seu patrimônio, que aumentou 316% acima da inflação (de R$ 102 mil para R$ 985 mil), de 1994 a 1998, período em que exerceu os cargos de deputado estadual e secretário de planejamento do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Já o patrimônio declarado no ano de 2008 era de R$ 5.107.628,31.[10]
Em 2004, a juíza Maria Gabriella Sacchi, da 11ª Vara da Fazenda Pública, determinou a quebra dos sigilos bancários do então candidato a vice-prefeito na chapa de José Serra (PSDB), sob a acusação de enriquecimento ilícito. Kassab afirmava estar tranquilo sobre as investigações, pois tal fato era atribuído ao "sucesso de suas atividades empresariais". Dois dias depois, um desembargador derrubou a decisão da juíza, indeferindo a quebra de sigilo. Em 2005, o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo confirmou arquivamento do inquérito de enriquecimento ilícito contra o vice-prefeito. [11]
Suspeitas de financiamento ilegal
Em 20 de fevereiro de 2010, o juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Resende Silveira, cassou os mandatos de Kassab e da vice-prefeita de São Paulo Alda Marco Antonio por entender como ilegais as doações feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), construtoras e Banco Itaú[12], mas, no dia seguinte, garantiu a permanência do prefeito de São Paulo até o julgamento final do processo de cassação de seu mandato [13]. As doações ilegais somariam dez milhões de reais. As empreiteiras patrocinadoras teriam recebido 243 milhões de reais em contratos já pagos pela prefeitura desde 2009 [14].
Se mantidas as cassações e ultrapassadas todas as etapas de recursos, quem poderia assumir a Prefeitura de São Paulo seria o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues, que também enfrenta processo por improbidade administrativa. Se Rodrigues também tivesse o mandato cassado, pela Lei Orgânica Municipal, quem poderia assumir o Executivo seria o vice-presidente, o vereador Dalton Silvano, mas ele também foi cassado em 2008 e recorre.
Por isso, o cargo poderia ficar com o vice-presidente da Câmara, Celso Jatene [15].
Em 25 de maio de 2010, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo derrubou a cassação de Kassab e da vice Alda Marco Antônio, pois, segundo interpretação dos juízes do TRE, não houve irregularidade nas doações, ou seja, não foi possível estabelecer uma relação entre a Associação Imobiliária Brasileira e o sindicato do setor imobiliário.[16]
Ligações externas
- Página de Gilberto Kassab
- Trajetória política e alguns fatos de Kassab até a câmara dos deputados
- Notícia sobre a posse de Kassab no portal da prefeitura de São Paulo
- Entrevista de Gilberto Kassab sobre sua política para a comunidade LGBT de São Paulo
Referências
- ↑ Prefeito de São Paulo
- ↑ Gilberto Kassab, vice-prefeito
- ↑ Lista de votos TRE-SP 1998 filtrado para PFL - TRE.
- ↑ Lista de votos da legislatura de 2003
- ↑ Astronauta detalha Programa Espacial Brasileiro - Câmara dos Deputados do Brasil, 16 de junho de 2006.
- ↑ Seabra, Catia. "Kassab comemora pesquisa Datafolha e diz estar "muito alegre" com resultado" - Folha Online, 13 de setembro de 2008.
- ↑ Paulistanos avaliam a administração da prefeitura de São Paulo - IBOPE.
- ↑ MACHADO, Renato. Aprovação da gestão Kassab cai de 46% para 28% Índice da avaliação negativa da administração democrata saltou de 12% para 26%. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 20 de Janeiro de 2010
- ↑ Apuração - UOL - Eleições 2008
- ↑ http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/+3231428.html]
- ↑ [1]
- ↑ Justiça eleitoral cassa mandato do prefeito Gilberto Kassab - Folha Online, 21 de fevereiro de 2010 (visitado em 21-2-2010).
- ↑ Kassab entra com recurso no TRE e garante permanência no cargo - G1, 22 de fevereiro de 2010 (visitado em 22-2-2010).
- ↑ Cinco empresas doaram R$ 6,8 mi e já receberam R$ 243 mi da Prefeitura - O Estado de S. Paulo, 22 de fevereiro de 2010 (visitado em 22-2-2010).
- ↑ Juiz cassa Kassab e vereadores, por doação - O Estado de S. Paulo, 21 de fevereiro de 2010 (visitado em 21-2-2010).
- ↑ Folha de S.Paulo. (25 de aio de 2010). TRE-SP derruba cassação de Kassab por doação irregular, acesso em 25 de maio de 2010
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