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IBOPE

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O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) é um instituto brasileiro que realiza pesquisas em vários ramos no Brasil há mais de 60 anos, e em mais 11 países da América Latina.[1]

Sendo um dos maiores institutos da área, o Ibope é utilizado por várias empresas que necessitam de seus serviços, que mede a audiência de seus programas com dados estatísticos gerados pelo Ibope.[1]

O nome da empresa virou gíria comum no Brasil e é um verbete oficial do dicionário brasileiro [2], e consta como sinônimo audiência e prestígio.

Índice

Histórico

O Ibope foi criado em 1942 pelo radialista Auricélio Penteado, proprietário da Rádio Kosmos de São Paulo. Naquele ano, ele decidiu aplicar no Brasil técnicas de pesquisa aprendidas nos Estados Unidos com George Gallup, fundador do American Institute of Public Opinion, para saber como andava a audiência de sua emissora.

Ao medir a audiência das rádios de São Paulo, Auricélio constatou que a Rádio Kosmos não estava entre as mais ouvidas. A partir daí, passou a dedicar-se exclusivamente às pesquisas. Em 1950, Auricélio Penteado deixa a presidência da empresa a cargo de um grupo de diretores.

Em 1977, Paulo de Tarso Montenegro assume a presidência da empresa. Um ano depois, convida seus filhos Carlos Augusto Montenegro e Luís Paulo Montenegro a ingressarem na empresa. A empresa realiza as primeiras pesquisas de boca-de-urna, antecipando com extrema precisão o resultado das disputas eleitorais, no final dos anos 70.

Nos anos 80, cria a empresa "Painel" e lança o Painel Nacional de Consumo. A empresa também finaliza o desenvolvimento de aparelhos "peoplemeters" com tecnologia própria, viabilizando coleta, processamento e entrega dos dados de audiência em tempo real, uma espécie de "première" mundial.

Na década de 90, o IBOPE associa-se a empresários no México, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Chile e Argentina. A partir da parceria, dá inicio ao fornecimento de dados consolidados da América Latina para as TV´s a cabo. No mesmo período, a empresa estabelece contrato com o Grupo WPP, um dos maiores conglomerados de comunicação e pesquisa do mundo, além da Nielsen, líder mundial em medição de audiência de TV.

Em 2000, associa-se à Nielsen NetRatings, líder mundial em medição de internet. Com isso, cria a empresa IBOPE/NetRatings. A empresa passa a investir também no Instituto Paulo Montenegro, instituição sem fins lucrativos que desenvolve e executa projetos educacionais para escolas da rede pública a partir dos conhecimentos acumulados pela empresa.

Medição

Em cada cidade onde é realizada a medição de audiência de TV , o Ibope sorteia um conjunto de domicílios que representa a população. Com a autorização dos moradores, é instalado um aparelho em cada televisor da casa (peoplemeter), que identifica e registra automaticamente qual canal está sendo assistido.[1]

O aparelho envia, pelo sistema de telefonia celular, as informações de todas as mudanças de canais realizadas pelo telespectador para uma central de coleta dos índices que as processa, analisa e distribui para os clientes.[1]

Os dados de audiência da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro,Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre são transmitidos pela Internet para os clientes no minuto posterior (real time), enquanto as da Grande Florianópolis,Grande Brasília, Grande Salvador, Grande Recife, Grande Fortaleza,Campinas, Grande Vitória, Grande Goiânia e Grande Belém são enviados no dia seguinte, pelo sistema overnight mesmo usado nos demais países em que o IBOPE não está presente, já que o sistema de audiência Real Time é exclusivo de países de atuação do IBOPE. O Ibope mede a audiência de até quatro televisores de cada domicílio. Participam da amostra pessoas de ambos os sexos, com mais de quatro anos de idade, que residem em áreas urbanas e fazem parte das classes A, B, C, D ou E, de acordo com o Critério de Classificação Econômica Brasil..[1]

Além de pesquisas de audiência televisiva, o IBOPE realiza pesquisas sobre:

Reconhecimento e Prêmios

O IBOPE ingressa na lista das 50 corporações mais internacionalizadas do Brasil, ocupando a 5ª posição no ranking do Jornal Valor Econômico. Em 2009, a empresa ficou na 6ª posição[3], ficando atrás apenas da JBS, Construtora Odebrecht, Gerdau, Metalfrio e Coteminas.

A filial do IBOPE Mídia no Rio de Janeiro é reconhecida com o Prêmio Qualidade Rio (PQRio), na categoria bronze. Outra conquista da empresa foi com sua filial em Brasília, quando ganhou o Prêmio de Competitividade do Sebrae para Micro e Pequenas Empresas, baseado nos critérios do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ).

Instabilidade

Durante o apagão que afetou metade do Brasil em 10 de novembro de 2009[4], o IBOPE enfrentou instabilidade no recebimento de dados dos domicílios pertecentes à amostra de TV na Grande São Paulo e, consequentemente, este fato criou dificuldades para todos os assinantes do serviço, entre eles a Rede Record, Rede Globo e grandes agências de comunicação.

O Peoplemeter, aparelho que mede em tempo real os números da audiência, parou de funcionar em 22 de novembro de 2009[5] durante uma disputa de audiência entre dois de seus principais clientes: Rede Record e Rede Globo. O atraso na publicação dos dados em "real time", no dia 22 de novembro de 2009, gerou insatisfação na Rede Record, que reagiu ao apresentar no dia 29 de novembro de 2009, em seu programa Domingo Espetacular, uma matéria colocando em dúvida a credibilidade do Grupo IBOPE em todo seu negócio.

O Instituto acusou as operadoras de telefonia celular as responsáveis pela suposta pane no sistema, mas as empresas TIM e Vivo que prestam o serviço para a empresa de pesquisa, desmentiram o mesmo em nota oficial à Rede Record, que foi a maior prejudicada pelo fato ocorrido.[6] Desde então a emissora de televisão determinou em seu departamento de comunicação que não as divulgue mais seus numeros de audiência da emissora.[6][7]

Mesmo respeitando o direito de manifestação do cliente, o IBOPE discordou das críticas apresentadas, considerando que foi um problema momentâneo. As pesquisas da empresa atendem ao código de autorregulação e de ética da Associação Mundial de Profissionais de Pesquisa, a Esomar - The World Association of Research Professionals[8], e também ao código de ética da ABEP - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa[9].

Na Argentina e Colômbia o IBOPE também está sob suspeita, no que se diz sob sua metodologia de pesquisa. No México a maior rede telesiva do país, a Televisa, pediu que o IBOPE trocasse todos os domicílios pesquisados, por causa do seu funcionário ter trabalhado na emissora concorrente.[6]

Referências

Ligações externas

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