Pará
| Estado do Pará | |
| Hino: Hino do Pará | |
| Gentílico: paraense | |
| Localização | |
| - Região | Norte |
| - Estados limítrofes | Amazonas, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Amapá e Roraima |
| - Mesorregiões | 6 |
| - Microrregiões | 22 |
| - Municípios | 144 |
| Capital | Belém |
| Governo | 2007 a 2010 |
| - Governador(a) | Ana Júlia Carepa (PT) |
| - Vice-governador(a) | Odair Santos Corrêa (PSB) |
| - Deputados federais | 17 |
| - Deputados estaduais | 41 |
| - Senadores | Flexa Ribeiro (PSDB) José Nery (PSOL) Mário Couto (PSDB) |
| Área | |
| - Total | 1 247 689,515 km² (2º) [1] |
| População | 2009 |
| - Estimativa | 7 431 020 hab. (9º)[2] |
| - Densidade | 5,96 hab./km² (21º) |
| Economia | 2007 |
| - PIB | R$49.507.065 (13º) |
| - PIB per capita | R$7.007 (22º) |
| Indicadores | 2008[3] |
| - Esper. de vida | 72,2 anos (13º) |
| - Mort. infantil | 23,7‰ nasc. (15º) |
| - Analfabetismo | 11,9% (16º) |
| - IDH (2005) | 0,755 (16º) – médio[4] |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | equatorial Am |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-PA |
| Site governamental | www.pa.gov.br |
O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km², pouco maior que Angola, dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos), está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste.
O estado é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes. Sua capital, Belém, reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões habitantes, sendo a maior população metropolitana da região Norte.[5] Outras cidades importantes do estado são, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Barcarena, Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas,Redenção, Santarém e Tucuruí. O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbo e Acari.
Os rios principais são, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.
Índice |
História
O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de fortificar a área.
No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do Grão-Pará, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).
Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares.
A economia cresceu rapidamente no século XIX e início do século XX com a exploração da borracha, pela extração do látex, época esta que ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração da mesma borracha.
Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas), um momento áureo no que diz respeito à urbanização e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da riqueza que esse período marcou na história da Amazônia.
O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem da transformação urbanística que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América (como referência à influência da urbanização que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense.
Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada
Economia
A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e vegetal (madeira), na agricultura, na pecuária e nas criações, na indústria e no turismo.
A mineração é atividade preponderante na região sudeste do estado, sendo Parauapebas a principal cidade que a isso se dedica. As atividades agrícolas são mais intensas na região nordeste do estado, onde destaca-se o município de Castanhal; a agricultura também se faz presente, desde a década de 1960, ao longo da malfadada Rodovia Transamazônica (BR-230). O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. São Félix do Xingu é o município com maior produção de banana do país. A pecuária é mais presente no sudeste do estado, que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém, com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua, e também vem se consolidando em municípios como Barcarena e Marabá através de investimentos na vesticalização dos minérios extraídos, como bauxita e ferro, que ao serem beneficiados, agregam valor ao se transformarem em alumínio e aço no próprio Estado. Pela característica natural da região, destacam-se também como fortes ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira, tendo um polo moveleiro instalado no município de Paragominas.
O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais significativa. No município de Barcarena é beneficiada boa parte da bauxita extraída no município de Parauapebas e mais recentemente na região do Tapajós em Oriximiná. No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio, e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo, boa parte dele é exportado o que contribui para o município abrigar também a principal atividade portuária do Pará, no distrito de Vila do Conde. Ao longo da ferrovia Carajás-Itaqui, que vai da região sudeste do Pará até São Luís do Maranhão, é possível atestar a presença crescente de siderúrgicas. O governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico, além das companhias já presentes na cidade. O polo siderúrgico de Marabá utilizava intensamente o carvão vegetal para aquecer os fornos que produzem o ferro gusa, contribuindo assim, para a devastação mais rápida das florestas nativas da região, mas recentemente este cenário vem mudando, as indústrias estão investindo no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão do coco da palmeira Babaçu, que não devasta áreas da floresta nativa porque consiste somente na queima do coco e não do coqueiro, este é produzido principalmente no município de Bom Jesus do Tocantins-PA.
Nos últimos anos, com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional, e também pela falta de áreas livres a se expandir nas regiões sul, sudeste e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais presente), as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se uma nova área para essa atividade agrícola. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção sojeira do Mato Grosso, que segue até o porto de Santarém, aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados.
Balança comercial do Pará - anualmente
- exportações: US$ 4,8 bilhões
- importações: US$ 404,4 milhões
Pauta de exportações do Pará - anualmente, principais produtos
- 1º minério de ferro - 31,1%
- 2º alumínio - 22,2%
- 3º madeiras - 13,5%
- 4º minérios de alumínio - 8,3%
- 5º outros minerais - 7,9%
- 6º caulim - 7,1%
- 7º celulose - 4,1%
- 8º pimenta - 2%
Ou seja:
- 1º recursos naturais não-renováveis - 76,6%
- 2º madeiras e celulose - 17,6%
- 3º outros: 5,8%
Pauta de importações do Pará - anualmente, principais produtos
- 1º máquinas e equipamentos - 17%
- 2º veículos e peças - 12,3%
- 3º produtos minerais - 10,9%
- 4º coque de petróleo - 9,6%
- 5º trigo - 9,5%
- 6º combustíveis - 6,8%
- 7º soda cáustica - 6,7%
- 8º bens de informática - 6%
- 9º fertilizantes - 3,5%
Energia elétrica:
- gerada: 31.385 GWh
- consumida: 8.443 GWh
O Pará mantém uma trajetória de crescimento do PIB acima da média nacional, desde o ano de 1998. Sua participação no PIB brasileiro, que era de 1,70 % em 1998, passou para 2% em 2004, colocando-o na 13ª posição entre os estados brasileiros. A taxa de crescimento do PIB paraense foi 5,30% e 6,61% em 2003 e 2004, contra uma média nacional de 1,10% e 5,74%. Mantidas as atuais taxas de crescimento, o PIB do Pará atingirá o valor aproximado de 50 bilhões em 2010. Ressalta-se que a base da economia do estado é pequena.
Etnias
O Pará teve um elevado número de imigrantes portugueses, espanhóis e japoneses. Estes povos têm suas trajetórias contadas em um espaço permanente, a “Sala Vicente Salles” do “Memorial dos Povos”, situado em Belém. Os lusitanos foram seguidos pelos espanhóis, que chegaram à capital quase que exclusivamente por questões políticas, graças às disputas pela Península Ibérica. Em seguida vieram os italianos e seu poder desbravador marítimo. Após deixar sua contribuição para o surgimento da cidade de Belém, os japoneses estabeleceram-se no interior agrário, fixando-se em municípios como Tomé-açu. A maioria da população é parda, devido à grande herança genética indígena e, em menor parcela, africana.
| Cor/Raça | Porcentagem |
|---|---|
| Pardos | 73,0% |
| Brancos | 23,0% |
| Negros | 3,5% |
| Amarelos ou Indígenas | 0,6% |
Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[6] .
Imigrantes
- Portugueses
A presença dos portugueses no estado, deu-se no século XVII. Em Janeiro de 1616, o capitão português, Francisco Caldeira Castelo Branco iniciou a ocupação da terra, fundando o Forte do Presépio, núcleo da futura capital paraense. A fixação portuguesa foi efetivada com as missões religiosas e as bandeiras, que ligavam o Forte do Presépio a São Luís do Maranhão, por terra e subiram o Rio Amazonas. Os portugueses foram os primeiros a chegar no Pará, Deixando contribuições que vão desde a culinária à arquitetura.
- Japoneses
Os primeiros imigrantes japoneses que se destinaram a Amazônia saíram do Porto de Kobe, no Japão, no dia 24 de julho de 1926, e só chegaram ao município de Tomé-Açu, no dia 22 de setembro do mesmo ano, com paradas no Rio de Janeiro e Belém.
Os japoneses foram responsáveis pela introdução de culturas como a juta e a pimenta-do-reino na década de 1930; de mamão hawai e do melão na década de 1970. A terceira maior colônia japonesa no Brasil está no Pará, com cerca de 13 mil habitantes, perdendo apenas para os estados de São Paulo e Paraná. Eles vivem principalmente nos municípios de Tomé-Açu, Santa Izabel do Pará e Castanhal. Sabendo-se que Tomé-Açu foi o primeiro local do Norte do país a receber imigrante japoneses, por volta de 1929.[7]
- Italianos
Os emigrantes italianos que vieram para o Pará são predominantemente da região Sul da Itália, originários da Calábria, Campania e Basilicata. Eram todos colonos, mas aqui se dedicaram ao comércio. O primeiro comércio italiano de que se tem notícia é de 1888 que ficava em Santarém.
Eles fincaram raízes familiares em Belém, Abaetetuba, Óbidos, Oriximiná, Santarém e Alenquer. A presença na região oeste do Pará era tão acentuada, que havia uma representação do consulado da Itália em Óbidos, considerada a cidade mais italiana do Estado. O consulado ficava em Recife, Pernambuco.
Em Belém, os italianos se dividiram entre a atividade comercial e os pequenos serviços. Ao mesmo tempo em que trabalharam, foram importantes no início do processo de industrialização da capital (1895). Segundo o censo de 1920, existia no Pará cerca de mil italianos. Ao final da Segunda Guerra, registrou-se um refluxo causado pela perseguição a alemães, japoneses e italianos. Os italianos, assim como os franceses, não permaneceram em território paraense.
- Libaneses
A emigração dos libaneses para o Pará se deu na metade do século XIX, na época do Ciclo da Borracha e até 1914 desembarcaram em Belém entre 15 mil e 25 mil imigrantes sírios-libaneses, dois quais um terço foram para o Acre. No Pará, além da capital paraense, o libaneses se deslocaram para os municípios de Cametá, Marabá, Altamira, Breves, (Pará), Monte Alegre, Alenquer, Santarém, Óbidos, Soure, Maracanã, Abaetetuba, entre outros.[9]
- Franceses
Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX, dirigiram-se para a colônia de Benevides, na região metropolitana de Belém do Pará. Os franceses foram atraídos para a região, por causa do Ciclo da Borracha, acabaram se instalando em Belém, tornando-a conhecida como Paris N'América.
- Maranhenses
São os maiores imigrantes nacionais no Estado do Pará.Por ser vizinho do Estado do Pará, os maranhenses vão em busca de melhores condições materiais.A população de Belém, sul e sudeste do Pará é formada basicamente por imigrantes maranhenses. O Maranhão e o Pará tem uma longa história de ligação que começou desde a criação dos Estados do Grão-Pará e Maranhão. A parte cultural também há uma reciprocidade entre os dois estados. Inclusive a origem do carimbó (dança de negros) é do Maranhão que com o processo de aculturação tomou a forma paraense. A lambada paraense da década de 1970 também influenciou o maranhão. A parte da religião umbandista também há uma cumplicidade entre os dois estados.O hino do Círio de Nazaré foi composto por um poeta maranhense chamado Euclides Farias.
Dialetos
O Pará tem pelo menos dois dialetos de destaque: o dialeto paraense tradicional, usado na capital Belém, no nordeste do Pará, Oeste do estado, e em boa parte do território estadual; enquanto outro sotaque é utilizado na região sudeste do Pará (região de Carajás): um dialeto derivado de misturas de nordestino, mineiro, capixaba, goiano e gaúcho.
Dialeto paraense tradicional: tem como característica mais distintiva o raro uso do pronome de tratamento "você", sobretudo nas intimidades, substituindo "você" por "tu": "tu fizeste", "tu és", "tu chegaste", muitas vezes chegando a omitir o pronome "tu", verbalizando expressões apenas como: "chegaste bem?", "já almoçaste?". O "r" e o "s" são pronunciados de maneira semelhante à do Rio de Janeiro. Tal dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") e possuidor de menos vícios de linguagens, comparado aos outros do Brasil, sendo encontrado em toda a região da Amazônia, inclusive litoral do Maranhão, e decorre da forte colonização portuguesa sem influência de outros povos. Também é conhecido como Amazofonia.
- Em uma visita a Belém, o renomado professor de língua portuguesa, Pasquale Cipro Neto, afirmou que considera o dialeto de Belém semelhante em muitos aspectos ao de Lisboa, Portugal.
Sujeito ativo x passivo: enquanto em outros estados, a população utiliza verbos com sujeito ativo ou passivo e os considera quase com mesmo sentido, as duas formas apresentam sentidos distintos no Pará. Exemplos:
- verbo chamar: ele chama tem apenas o sentido de ele chamou o elevador ou ele chamou uma criança (sujeito ativo). Caso refira-se ao seu nome próprio, é ele se chama Alberto, a pergunta seria qual é o nome dele?.
- verbo formar: ele formou tem apenas o sentido de ele formou uma quadrilha, ele formou uma empresa (sujeito ativo). Se não for nesse sentido, a maneira utilizada é ele se formou em engenharia ou a coligação se formou ano passado.
Existe concordância dos verbos com relação ao pronome de tratamento, diferenciando-se situações informais das formais:
- eu te avisei (informal) x eu lhe avisei (formal)
- Ramo ré (informal) x vamos ver (formal)
- vem ver, é para ti (informal) x venha ver, é para você (formal)
- compra um açaí (informal) x compre um açaí (formal)
- atende o telefone que é para ti (informal) x atenda o telefone que é para você (formal)
Uso menos abusivo do Que: o paraense faz um pouco menos uso dos ques que outros brasileiros, nunca coloca dois ques juntos. Exemplo:
- que isso? ao invés de que que isso?
- quanto isso custa? no lugar de quanto que isso custa?
- qual é o nome disso? ao invés de como que isso chama? (sic)
- como vai ser? substituindo como que vai ser?
No x para: nesse sotaque, o para é mais utilizado quando o sentido é ao ou à em substituição ao no:
- ele vai "pro" cinema ao invés de ele vai no cinema
- eu vou "pra" feira no lugar de eu vou na feira
- ela foi "pro" shopping em detrimento de ela foi no shopping
Semelhanças e diferenças:
- apesar de soar como sotaque carioca para muitos paulistas, é nitidamente distinguível o sotaque paraense do carioca. Já que o paraense tem bem menos gingado e conjuga mais verbos como em Lisboa, como "foste", "chegaste", etc.
- apesar de muitos brasileiros esperarem um sotaque nordestino quando se fala em Pará (talvez por não acreditarem que o estado localiza-se na região Norte), é ainda maior a diferença entre o sotaque do Pará e os da região Nordeste
Dialeto da Região de Carajás: marcante o uso do "s" como o de São Paulo, e outras peculiaridades. Essa maneira de falar existe no Pará desde meados da década de 1970, quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos, goianos, sudestinos e sulistas para a região, atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (Carajás) e pela oferta em abundância de terras baratas. Também são conhecidos como amazônicos da serra, pelo motivo dessa região estar distante do vale amazônico, em altitudes mais elevadas, aproximando-se do planalto central.
Mal estar cultural: Essas diferenças culturais geraram mal estar entre os habitantes da região colonizada e do resto do estado (entre os "tradicionais paraenses" e os "novos paraenses"). Hoje em dia, a diferença cultural é um dos motivos dessa região manifestar interesse de ser um estado autônomo. A região também registra o maior número de conflitos e mortes no campo, derivados de disputas por terras em um sistema fundiário caótico da região.
Principais cidades
| Cidades mais populosas do Pará | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Posição | Cidade | Mesorregião | População | Posição | Cidade | Mesorregião | População | |||
| 1 | Belém | Metropolitana | 1 437 600 | 11 | Marituba | Metropolitana | 101 158 | |||
| 2 | Ananindeua | Metropolitana | 505 512 | 12 | Breves | Marajó | 101 194 | |||
| 3 | Santarém | Baixo Amazonas | 276 665 | 13 | Altamira | Sudoeste | 100 295 | |||
| 4 | Marabá | Sudeste | 203 049 | 14 | Paragominas | Sudeste | 98 350 | |||
| 5 | Castanhal | Metropolitana | 161 497 | 15 | Tucuruí | Sudeste | 95 264 | |||
| 6 | Parauapebas | Sudeste | 152 777 | 16 | Barcarena | Metropolitana | 92 560 | |||
| 7 | Abaetetuba | Nordeste | 139 819 | 17 | Redenção | Sudeste | 64 583 | |||
| 8 | Itaituba | Sudoeste | 127 848 | 18 | Tailândia | Nordeste | 64 281 | |||
| 9 | Cametá | Nordeste | 117 099 | 19 | Moju | Nordeste | 63 821 | |||
| 10 | Bragança | Nordeste | 107 060 | 20 | Capanema | Nordeste | 61 350 | |||
| Fonte: IBGE, estimativa populacional 2009[10] Ananindeua, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba e Santa Bárbara do Pará fazem parte da Região Metropolitana de Belém. |
||||||||||
O Pará possui 144 municípios, dentre os quais, importantes para a economia do estado são, Ananindeua, Barcarena, Belém, Castanhal, Capanema, Itaituba, Marabá, Parauapebas, Salinópolis, Tucuruí, Santarém e Ulianópolis.
Educação
| Ano | Português | Redação |
|---|---|---|
| 2006[11] Média |
33,13 (19º) 36,90 |
49,78 (17º) 52,08 |
| 2007[12] Média |
46,02 (19º) 51,52 |
54,97 (15º) 55,99 |
| 2008[13] Média |
36,90 (17º) 41,69 |
59,20 (8º) 59,35 |
Cultura
Culinária
A Culinária paraense possui grande influência indígena. Os elementos encontrados na região, formam a base de seus pratos, o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos. Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor, já que são de origem indígena.
- Outros pratos típicos da região são
|
|
O Pará apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis, são as denominadas frutas regionais, e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.
A seguir, algumas das frutas nativas paraenses:
Filhos ilustres
- Cacá Carvalho- Ator
- Fafá de Belém- cantora
- Jane Duboc- cantora
- Leila Pinheiro- cantora
- Pinduca- cantor
- Joelma- cantora da Banda Calypso
- Chimbinha - guitarrista da Banda Calypso
- Carlos Santos- cantor a apresentador de programa
- Dira Paes- atriz
- Edu Reis ou Eduardo Vieira- produtor cultural, musical e estilista
- Lúcio Mauro- Ator
- Norton Nascimento- ator
- Rosa Maria Murtinho- atriz
- Sérgio Cardoso- ator
- Cristina Serra- jornalista
- Sócrates- jogador de futebol
- Beto Barbosa- cantor
- Benedito Nunes- escritor e músico
- Walcyr Monteiro- escritor
- Yara Cecim- escritora
- Inglês de Sousa- escritor
- Ruy Barata- Poeta e Compositor
- Eduardo Braga- Governador do Amazonas
- Nilson Chaves- compositor e cantor
- Milton Cunha- carnavalesco de escolas de samba do Rio de Janeio
- Celice Pinto Marques da Silva- Miss Brasil 1982
- Priscilla Meirelles- modelo
- Tayane Leão- modelo
- Paulo Henrique Ganso- jogador de futebol
- Sócrates- ex-jogador de futebol
- Caroline Ribeiro- modelo
- Vital Lima- compositor e cantor
- Guilherme Paraense- primeiro esportista brasileiro a conquistar uma medalha de ouro nas olimpíadas de 1920
- Hélio Gracie- Criador do BJJ (Brazilian Jiu-Jitsu)
- Denner Pamplona de Abreu- Estilista
- Luiz Braga- Fotógrafo
- Waldemar Henrique- Maestro e Compositor
- Lúcio Flávio Pinto- jornalista e sociólogo
- Vicente Salles- escritor e pesquisador
- Lucinha Bastos - Cantora
- Waldemar Henrique- Compositor
- Eneida de Moraes - Escritora
- Alcyr Guimarães - Cantor, compositor, sambista e médico
- Lígia Saavedra - Cantora, compositora e poetisa
Ver também
- Lista de governadores do Pará
- Lista de municípios do estado do Pará
- Lista de municípios do Estado do Pará por população
- Lista de mesorregiões do Pará
- Lista de microrregiões do Pará
- Lista de rios do Pará
- Hino do Pará
- Brasão do Pará
- Música paraense
- Região Metropolitana de Belém
- Universidade Federal Rural da Amazônia
- Universidade do Estado do Pará
- Universidade Federal do Pará
- Fundação da Criança do Adolescente do Pará
- Turismo no Pará
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
- ↑ Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).
- ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
- ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
- ↑ região metropolitana da Amazônia. Cidade com cerca de 1.424.124 de habitantes, (IBGE/2008).
- ↑ Demografia
- ↑ [1]
- ↑ [2]
- ↑ [3]
- ↑ População residente no Brasil em 2009: Publicação completa. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 14 de agosto de 2008.
- ↑ http://download.globo.com/vestibular/enem2006_desempenhoregiaouf.doc
- ↑ http://download.uol.com.br/educacao/enem2007_mediasredacao.xls
- ↑ http://www.inep.gov.br/download/enem/2008/Enem2008_tabelas_01a101.xls
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