Poá - informacaosobre.com
Anuncie Aqui
Anuncie Aqui

Poá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município da Estância Hidromineral de Poá
Vista da cidade
"Cidade jóia"
Brasão da Estância Hidromineral de Poá
Bandeira da Estância Hidromineral de Poá
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 26 de março
Fundação 1 de janeiro de 1949 (61 anos)
Gentílico poaense
Lema Audatia Parvuli Vincunt
"Os pequenos vencem pela audácia"
Prefeito(a) Francisco Pereira de Sousa (PDT)
(20092012)
Localização
Localização da Estância Hidromineral de Poá
Localização da Estância Hidromineral de Poá em São Paulo
Localização de Poá em Brasil
Estância Hidromineral de Poá
Localização da Estância Hidromineral de Poá no Brasil
23° 31' 40" S 46° 20' 42" O23° 31' 40" S 46° 20' 42" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[1]
Microrregião Mogi das Cruzes IBGE/2008[1]
Região metropolitana de São Paulo
Municípios limítrofes São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Suzano
Distância até a capital 28 km
Características geográficas
Área 17,179 km²
População 112.481 hab. est. IBGE/2009[2]
Densidade 6.462,30 hab./km²
Altitude 822 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,806 elevado PNUD/2000[3]
PIB R$ 1.946,03 mil Seade/2006[4]
PIB per capita R$ 17.656,96 Seade/2006[4]

Poá é um município brasileiro do estado de São Paulo. A população em 2009 era de 112.481 habitantes e a área é de 17 km², o que resulta numa densidade demográfica de 6.462,30 hab/km².[5] É considerada uma estância hidromineral e turística.

Índice

Aspecto geral

Poá é um dos onze municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado para a promoção do turismo regional e além disto o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. O principal setor da economia de Poá é o de serviços, já que a instalação de indústrias poluentes é proibida desde 1970, ano em que se tornou estância hidromineral. Em território, é um dos menores municípios do estado de São Paulo (maior apenas que Águas de São Pedro e São Caetano do Sul). A verticalização do centro da cidade é desestimulada, com o intuito de preservar o clima interiorano que a cidade possui, com ruas estreitas e a preservação de vários prédios antigos.

Poá, considerada estância hidromineral, possui os melhores indicadores sociais entre os municípios da região.

O município não é o mais rico da região, mas mesmo assim supera seus vizinhos em diversos indicadores sociais, sinalizando portanto que o crescimento econômico de Poá é mais igual e sustentável que em outras cidades, e que sua população possui qualidade de vida melhor, se valendo de equipamentos públicos (escolas, parques e unidades de saúde) melhores e potencial de consumo médio e uniforme. Em índices como o Índice de desenvolvimento humano (IDH), o Índice de desenvolvimento infantil (IDI) e o Índice de desenvolvimento da educação básica (IDEB), Poá supera todos os municípios da região. Em 2007 foi considerada uma das cidades mais seguras da Grande São Paulo, mais precisamente a 5ª, atrás apenas de São Caetano do Sul, Barueri, Caieiras e Mogi das Cruzes.[6]

Por possuir tantas características saudáveis (como respeito à Lei de responsabilidade fiscal, investimentos em projetos sociais e de infra-estrutura, criação de projetos sociais para atendimento a idosos, crianças, adolescentes, cursos profissionalizantes, ampliação do número de empresas e de estabelecimentos comerciais que geram emprego e renda, intensificação das campanhas de vacinação e de programas de saúde, ampliação do índice escolar e cultural, alcançando toda a população), Poá foi considerada, em 2008, pela revista Gazeta Mercantil como a 213ª cidade mais dinâmica do Brasil, 79ª entre os 645 municípios paulistas, e 1ª entre os municípios da Região do Alto Tietê.[7]

História

Início

A história de Poá começa em 1.621, com a formação de um povoado em terra de missionárias da Ordem dos Carmelitas. Sendo cortada pela Estrada São Paulo – Rio (atual SP-66), Poá, chamada na época de "Apoá", era distrito do município Mogi das Cruzes; um local pouco povoado e ponto de parada de tropeiros e outros viajantes.[8]

Entre os viajantes, o imperador Dom Pedro I. Outros viajantes que passaram por Poá na época, relataram haver "em torno de Mogy – Mogi das Cruzes -, certo surto agricultural e que contudo entorpecera naquele momentos, por falta de braços causada pela partida das milícias paulistas para a Cisplatina e pela fuga de muitos homens de condição humilde, receosos de recrutamento". Este relato foi pelos naturalistas bávaros, João Baptista Von Spix e Carlos Frederico Felipe Von Martius, enviados ao Brasil em missão científica pelo Rei da Baviera, Maximiliano José I em 1817.

Primeiro prédio da Estação Poá, construído em 1891.

Em 1877, os poucos moradores da região reivindicavam a construção de uma estação de trem entre as estações Lageado (atual Guaianases) e Mogi das Cruzes. Poá, como distrito de Mogi das Cruzes, enviou ofício contendo a solicitação à Câmara do município. Por se próxima a Itaquaquecetuba, Arujá e Santa Isabel, a construção da estação foi aprovada e serviu inicialmente para escoar a produção agrícola da região à Capital. Da mesma forma como em outras cidades, a estação de trem foi fundamental para o crescimento populacional e econômico do município.

Sete dias depois da proclamação da República, o Governo Provisório modificou o nome da linha férrea que passa pela região de "Estrada de Ferro Dom Pedro I" para Estrada de Ferro Central do Brasil. Por meio de um decreto federal, foi autorizado e feito o ajuste de bitola para a incorporação da estrada de ferro "São Paulo - Rio de Janeiro" à EFCB. Assim que foi integrada à Central do Brasil, os trens começaram a fazer parada em Poá e em 11 de abril de 1891 finalmente inaugurada a Estação Poá para transporte de passageiros. A partir daí o povoamento foi mais rápido.

A Linha Variante, conhecida como Variante de Poá da EFCB, foi inaugurada na gestão do presidente Epitácio Pessoa, em 7 de fevereiro de 1926. O ramal ferroviário foi entregue à população, iniciando então o desenvolvimento do bairro de Calmon Viana. Mas o início da operação comercial foi realmente só em maio de 1934. A Estação Poá era o ponto para onde convergiam carregamentos de lenha e produção agrícola de Poá e das cidades vizinhas. A movimentação permitiu então o desenvolvimento comercial do centro da cidade, principalmente nas avenidas de acesso. Atualmente a Estação Poá faz parte da Linha 11 da CPTM assim como a Estação Calmon Viana, que também faz parte da Linha 12, a antiga Variante de Poá.

Processo de emancipação

Paço Municipal de Poá.

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, e a explosão demográfica da Grande São Paulo, a sua típica paisagem rural vai acabando, graças à facilidade de acesso pela linha da Estrada de Ferro Central do Brasil e a existência de terrenos a baixo custo.

Houve um intenso processo de urbanização e a abertura de novas ruas e avenidas. O então Distrito de Poá crescia rapidamente, mas as autoridades de Mogi das Cruzes não faziam novas benfeitorias, nem mesmo meros prolongamentos de calçamentos e substituições de pontes, o que irritava os moradores da época. Por este motivo, no dia 6 de julho de 1947, vários cidadãos foram a então sede da Subprefeitura de Poá com o propósito de pleitear a elevação do distrito a categoria de município. A reunião foi presidida por José Garcia Simões da Rocha, servindo como secretários, Bruno Rossi e Euclides Greenfield, primeiro e segundo respectivamente.

Houve muita resistência da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, afim de evitar que Poá e Suzano se emancipassem e deixassem de serem distritos de Mogi. Depois muita luta jurídica, processos e plebiscitos, constatou-se que Poá atendia os requisitos mínimos para se emancipar. Finalmente, pela lei estadual nº 233 de 24 de dezembro de 1948 que fixa o Quadro Territorial, Administrativo e Judiciário do Estado, a vigorar no qüinqüênio 1949-1953, Poá é elevada a categoria de município, constituindo-se de dois distritos: o Distrito da Paz (região noroeste de Poá) e o Distrito de Ferraz de Vasconcelos.

Legalmente, Poá começou a viver sua vida independente de Mogi das Cruzes no dia 1º de janeiro de 1949. Apesar de ter sido instalado naquele 1º de janeiro, somente no dia 26 de março de 1949 é que foi instalada a Câmara Municipal, com a posse dos prefeitos e vereadores que haviam sido eleitos no dia 13 de março. Nesta data, 26 de março, é que se comemora o aniversário do município.

Criação da comarca

A Comarca de Poá, no dia 12 de agosto de 1967, três anos depois de criada. O secretário de Justiça da época, Anésio de Paula e outras autoridades compareceram a solenidade. A Comarca de Poá já tinha então jurisdição sobre Ferraz de Vasconcelos e assim permanece até hoje,[9] mesmo Ferraz tendo sofrido a emancipação político-administrativa poucos anos depois de Poá. Portanto, em questões judiciais, Ferraz permanece sendo distrito de Poá.[10] Antes de ser sede de Comarca, Poá pertenceu respectivamente a Mogi das Cruzes e Suzano.

Os primeiros povoadores

Cruzamento da Avenida Brasil e Rua 26 de Março, na atual Praça Elias Yousseff Tannous - década de 1970.

No principio de sua formação, Poá via-se em constante decadência populacional, assim sendo também com as regiões vizinhas. Suprimiu-se através de decreto em 1832, o Distrito de Itaquaquecetuba, a quem pertencia Poá. Mesmo assim, e diante do despovoamento característico da formação brasileira em geral, Poá voltou a ser distrito de Itaquá através de decreto que a reintegrou em 28 de fevereiro de 1838, ficando assim por mais 80 anos. Por volta de 1891, quando foi inaugurada a Estação de Poá, havia poucos moradores na cidade, entre os quais as famílias de José Boinn, João José de Godoy, Paulo Augusto de Miranda, Antonio Alves, Narciso Lucarini, Jorge Tomé e Armindo Dias Ferreira. Em 1897, o capitão Francisco Inácio, casado com Julia Pita da Silva veio para o povoamento e aqui viu abertas uma poucas ruas: Dom Pedro I, Joaquim Nabuco, Gago Coutinho, Sacadura Cabral, Barão do Rio Branco, Prudente de Moraes, Firmina de Lima, 15 de Novembro, Dario Carneiro, Jair de Godoy e Sete Setembro, No centro da cidade, conforme planta topográfica encontrada, constava que em 1899 havia apenas sete casas residenciais. Três delas situavam-se na atual rua 26 de Março e as quatro restantes na rua Coronel Benedito de Almeida, Avenida Brasil e ao lado da Estação.

Outros moradores antigos, que vieram mais tarde já com a cidade mais povoada foram assim apontados pelas famílias antigas que ainda residem na cidade.: Francisco Inácio da Silva, Sebastião Ferreira dos Santos, Francisco Matias do Nascimento, Justiniano Viana, Manoel Constantino de Alemida, João Peckny, João Romero, Benedito José de Faria, Manoel do Espírito Santo, João Perrela, Natale Mazziero,Luis de Almeida Monteiro, Vicente Fernandes, Manoel Pinto da Fonseca, Miguel Saad, Ernéas Pinto, Agapito Arias, Bendito Piloto (curandeiro), Vicente Guida, Armando Rossi, Antonio Monteiro de Camilis, Francisco Assis da Silva, Joaquim de Albuquerque, Antonio Moliteno, João de Paula (Setenta), Antonio Mariano, Antonio Alves, Paulo Augusto Miranda, Francisco Pedro Leandro, Antonio Bueno, Domingos Peres, Alberto Marsulo, Francisco Ribas, Carlos Picchi (Guigo), Pedro Carmelatto, Manoel Alves Correa, Marcondes do Amaral, Antonio Simões, Juvenal Inácio da Silva, José Valério, Manoel Bueno, Vicente Moliterno, Antonio Balazaima, João Felipe Júnior, João Alves Carvalho e ainda as famílias Zellite, Jamicellim, Regato, Varrente, Veronesi,Afonso Loureiro Guarinho(Casado com afilha do Sr Armindo dias ferreira,Sr(a)therezina Ferreira Guarinho)Antonio Pedro, Marcelino Brunetti e outros

Divisas

Passagem de nível ao lado da Estação Poá, na década de 1970, fechada após a construção do viaduto no Centro.

No início Poá possuía 60 km² de superfície territorial, e hoje tem apenas 17 km². O município perdeu muito território por causa da forma precária como eram feitas as demarcações de limites antigamente. Outro motivo foi a desmembração territorial de Ferraz de Vasconcelos e o plebiscito que levou parte de Poá para Suzano. A exceção foi em janeiro de 1949, quando o Distrito de Paz de Poá ganhava uma faixa de terra do Distrito de Paz de Lageado (Guaianazes). Daí houve uma série de desmembrações:

O problema com as divisas de Poá, mesmo na época de distrito, foi motivo de disputa entre as Câmaras de Mogi e São Paulo. Os legisladores da época sempre esbarravam em empecilhos que dificultavam a clareza quanto à definição das divisas de Poá.

Contudo acabou sendo usado como referência documento de março de 1865, em que o Presidente da Província de São Paulo, João Crispiniano Soares sancionou a lei nº 763 de 18 março de 1865 dando o primeiro passo para delimitar núcleos do povoamento, entre eles o então sub-distrito de Poá. Trecho do documento da época:

"Passa pelo rio Tanquinho acima, a passar pela Fazenda do Ithaim, descendo pelo mesmo rio até o rio Três Pontes e deste até terminar no Rio Tietê".

Considerando a cartografia atual, concluísse que a divisa de Poá passava junto ao local onde atualmente está à Estação Ferraz de Vasconcelos. Se não fosse as formas primitivas de demarcação de território, os hoje bairros ferrazenses: Vila Correia, Jardim Ferrazense e Jardim Pérola e até parte do Centro de Ferraz, seriam território de Poá.

Ainda na década de 1960 era difundido erroneamente nas escolas, que a área oficial do município fazia divisas com Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, e mais antigamente com Mogi das Cruzes. Aos poucos, com o passar dos anos, Poá perdeu mais áreas para Ferraz de Vasconcelos que se emancipou, e grande parte da área rural para Suzano.

As primeiras escolas

EMEI Padre Eustáquio, na Rua 26 de Março, primeiro grupo escolar de Poá.

Pouco antes de 1900 o número de crianças em Poá já era bastante para que fosse criada na localidade uma escola primária. Foi então que o governador do Estado, Bernardino de Campos criou a Escola Pública de Poá, através da Lei nº 101 de 24 de setembro de 1892. Funcionando na conhecida "Casa da Francesa" na rua paralela à estrada de ferro, e próxima ao prédio de propriedade da Prefeitura e já como grupo escolar, lá funcionou por alguns anos, passando mais tarde a ocupar o prédio na rua 26 de Março, no Abrigo Batuíra com o nome de "Escolas Reunidas de Poá", deixando o prédio do Batuíra, as instalações foram para o Grupo Escolar de Poá, prédio que abrigou o "Grupo Padre Eustáquio" na rua 26 de Março, onde está atualmente uma escola infantil municipal. Há muitas contradições nas informações sobre as primeiras escolas de Poá, isto porque as aulas eram dadas muitas vezes em um cômodo na própria casa da professora. Havia escolas mistas, e só femininas ou masculinas.

Em 2008 Poá obteve, de acordo com o Ministério da Educação do Brasil, a melhor nota por município no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da Região do Alto Tietê. Com média de 5,1 entre as escolas de ensino fundamental, é considerado um município com boa qualidade de ensino.[11][12]

Origem do nome

Há duas versões com referência à origem do nome de Poá. Uma delas parte de David Jorge, do Arquivo Histórico do Estado de São Paulo, que a pedido do vereador José Garcia Simões da Rocha efetuou um levantamento sobre o assunto.

David Jorge concluiu que o nome Poá veio do nome Itrapuá, Itapoá e depois Poá. Baseou-se em documentos constantes nos arquivos paróquias de Mogi das Cruzes feitos no ano de 1856. Lá contava o "o registro de uma das terras de Campo Grande no lugar denominado Itrapuá, junto ao córrego do mesmo nome, pertencente a Maria Luiza da Conceição".

O francês citado por Vanderlei dos Santos, Milliet de Saint Adolphe editou em Paris em 1845 o "Dicionário Geográfico e Histórico do Império do Brasil", em 2 volumes pouco depois de visitar as terras desta região. Milliet passou obrigatoriamente por Poá, vindo de Mogi das Cruzes para Itaquaquecetuba em meados de 1840 e a respeito deste local que já se denominava Poá, teceu a seguinte consideração "Lugar de apartamento de caminhos. Encruzilhada da estrada de Mogi das Cruzes para Itaquaquecetuba ou para Guaió".

Mais tarde outro historiador, João Mendes de Almeida, explicou a origem de Poá da seguinte maneira: "Poá é corruptela de "Piâ" - apartamento de caminho. O ítem som gutural. Os indígenas, para designarem encruzilhadas dizem "pe-a-çai-pá", mas sendo simples desvio ou galhos de caminho aberto a palavra era ïb-apaá-á que abreviada ficava api-á". Logo, de acordo com esta versão, Poá significa "bifurcação de caminhos" função que o lugar exerceu durante os primórdios quando era passagem de viajantes que vinham do Rio de Janeiro, Mogi indo para Itaquá ou Santa Isabel, ou que vinham de Santos indo para a capital São Paulo, Mogi ou Santa Isabel. Isso até a década de 1920 quando então se abriu a nova São Paulo-Rio, a Via Dutra.

Detalhes históricos

Antiga casa do chefe da estação, ao lado da Estação Poá, hoje abrigando o Centro Cultural Casa da Estação.

Crescimento populacional

Evolução no número de habitantes de Poá nos últimos anos:

Economia

Trecho da Rua 9 de Julho.

Em 2010, o Índice de potencial de consumo os habitantes de Poá devem consumir R$1,4 bi. De acordo com o IPC Target, com o índice de 0,06408, Poá contribuirá com seis centavos a cada R$ 100,00 gastos no Brasil. Isso coloca o município na 74ª posição no ranking estadual. A cidade possui 32.623 domicílios e 31.813 carros emplacados. Cada poaense da área urbana deve consumir na cidade R$ 12.459,76 em 2010[13].

Estratificação social

Dados de 2010:[14]

Classe Quantidade de domicílios Total consumido na cidade
A (renda per capita superior a R$ 6.550,00/mês) 1.441 domicílios (4,5%) 18,9%
B (renda per capita entre R$ 2.012,00/mês a R$ 6.549,00/mês) 11.313 domicílios (35,1%) 49,1%
C (renda per capita entre R$ 726,00/mês a R$ 2.011,00/mês) 14.853 domicílios (46,1%) 27,5%
D (renda per capita entre R$ 484,00/mês a R$ 276,00/mês) 4.336 domicílios (13,5%) 4,1%
E (renda per capita abaixo de de R$ 276,00/mês) 230 domicílios (0,7%) 0,4%
Total 32.623 domicílios 100%

Setores da economia

O setor econômico de Poá[15] tem várias atividades:

Trecho da Rua 9 de Julho.

Há ainda atividade hortifrutigranjeira, na pouca área rural que restou do município depois da disputa de territórios com Suzano nos anos 1950 e 60. O Turismo começou a ser fomentado agora, no início dos anos 2000. Mesmo assim o principal evento feito no município, a Expoá, chega a atrair 350.000 pessoas em sete dias.

Composição do PIB

Dados de 2006:[17]

Setor da economia PIB (R$)
Agropecuária 545 mil
Indústria 392.085 mil
Serviços 950.716 mil
Impostos 602.681 mil
Total 1.946.027 mil

Turismo

Poá tem uma forte vocação turística, embora este setor da economia ainda não seja a principal atividade do município. Por causa da falta de investimentos, o município praticamente não explora esse mercado.

Fachada da empresa Água Mineral Poá.

Um exemplo de ponto turístico, é o balneário municipal Vicente Leporace, localizado em frente à Fonte Áurea e que foi inaugurado em 1970, como uma das condições para o município receber o título de estância hidromineral e turística. Depois de ser usado durante 30 anos, foi desativado no início da década ,porque o prefeito da época Eduardo Carlos Felippe, achava que não havia necessidade de ser ter um balneário no município.[18] Desde então é o local é usado como um centro de fisioterapia. Há expectativa que o balneário seja reaberto futuramente.

Estância hidromineral

Tapete de Corpus Christi.

A partir do decreto-lei estadual de 20 de maio de 1970, o município passou a ser considerada "Estância Hidromineral" e de acordo com a legislação vigente na época, o município passava a ter o prefeito indicado pelo governador do estado. Citava-se ainda no documento o valor da Água Mineral da Fonte Áurea como principal justificativa desta alteração. O decreto do então governador Abreu Sodré foi baseado no fato de que Poá possuía as condições exigidas por lei para a criação de Estância. Entre as exigências, havia a necessidade de haver uma vazão de 96 mil litros de água mineral por dia. Ficou constatada a vazão de 480 mil litros diários.[19]

Rotatória do Obelisco.

A água mineral de Poá também possui alto teor de radioatividade e qualidades fisioterápicas. É considerada a melhor e mais radioativa água mineral do Brasil e segunda do mundo,[20] sendo indicada para o tratamento de moléstias gastro-intestinais e hepatites, alem de males da pele

Estância turística

Prédio da Estação Calmon Viana, de 1926.

O projeto do deputado Robson Marinho, sancionado em 1978, oficializou Poá também como estância turística.

Principais eventos
Alguns pontos históricos

EXPOÁ

Entrada da Praça de Eventos, em uma das edições da Expoá.

Por haver uma grande quantidade de orquidófilos em Poá e em todo o Alto Tietê, por causa do clima favorável ao cultivo da planta, foi criada em 1970 a Exposição de Orquídeas e Plantas Ornamentais de Poá, mais conhecida como EXPOÁ, com o objetivo "incrementar o turismo do município, assim como o de prestar um homenagem à natureza". A exposição é reconhecida pela Secretaria Estadual de Esportes e Turismo de São Paulo do Governo do Estado e faz parte desde 1976 do Calendário Nacional do Instituto Brasileiro de Turismo (antiga Embratur), vinculado ao Ministério do Turismo. É realizada todos os anos no mês de setembro. De 1983 a 1993 a EXPOÁ foi realizada no Ginásio municipal de Esportes Américo Franco, na Vila Áurea, e atualmente é realizada na Praça de Eventos "Lucília Gomes Felippe", recebendo aproximadamente 300 mil visitantes por ano.

Educação, Esporte, Cultura e Lazer

Praça da Bíblia.
Centro Esportivo Antonio Sanches, na Vila Monteiro.

Há diversas escolas instaladas na cidade, de nível municipal, estadual, particular e administradas por organizações não-governamentais. Dentre elas, destacam-se a unidade do SESI, localizado na Vila Perracini, o Napes – Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – que faz a inclusão em salas normais de aula dos alunos com diversos tipos de deficiência, localizado na Vila Áurea, e que é administrado pela prefeitura e a ETEC de Poá - Escola Técnica Estadual de Poá -, que começou suas atividades no segundo semestre do ano de 2009, e foi inaugurada em 5 de Outubro do mesmo ano. A implantação da ETEC foi uma parceria dos governos municipal e estadual, onde foram investidos R$1,5 mi. São oferecidos cursos técnicos e ensino médio regular. Na época da inauguração, o prédio da ETEC de Poá foi considerado pelo Centro Paula Souza, "um dos melhores da rede".[21] A média de candidatos da ETEC de Poá em 2009 foi de 6,1 candidatos por vaga.[22]

Em Poá, existem vários locais à disposição da população, que foram construídos a partir da emancipação. O ginásio municipal por exemplo, localizado na Vila Áurea, teve sua construção iniciada em 25 de Janeiro de 1957, pelo governo estadual.

Há várias associações desportivas legalmente registradas em Poá. Três clubes, entretanto, destacam-se pela sua antiga fundação e participação dentro da comunidade. Trata-se do Esporte Clube XI Paulista, a Associação Atlética Poaense, e o Esporte Clube Concórdia Poaense, além de outras associações como o Rotary Club e o Lyons Club.

São oferecidos cursos gratuitos de ginástica rítmica, futsal, vôlei de areia, capoeira, boxe, voleibol, basquete, judô, karatê, handbol, entre outros, no próprio ginásio municipal e em núcleos esportivos instalados nos bairros, como os da vilas Júlia e Varela e do Jardim São José.

Esporadicamente são organizadas competições esportivas nos diversos campos existentes na cidade, como nos dos bairros bairros Tereza Palma, Jardim América, Jardim Santa Helena, Vila Julieta, Vila Júlia, no Bosque da Nova Poá, Vila Monteiro e Calmon Viana, em conjunto com as sociedades amigos de bairro. Ocorrem também encontros de capoeiristas, desafio de vôlei de praia, batalha de futsal, streetball, entre outros. A pista de skate criada em 2000, está instalada ao lado do viaduto no Centro, fica aberta ao público e recebe campeonatos anualmente.[23]

Poá também conta com espaços culturais como a Biblioteca Municipal, Centro Cultural Taiguara e o Museu Municipal Casa da Estação. As praças existentes dentro dos bairros e na região central também são opções de lazer. As praças da Bíblia e de Eventos, por exemplo, funcionam como parques, pois contam equipamentos para recreação, como playgrounds, sanitários e segurança interna.

O Carnaval também é uma atividade muito tradicional na cidade, onde há desfiles de escolas de samba há mais de trinta anos. Atualmente Poá tem dez escolas de samba ativas, entre as quais se destacam as seguintes: Acadêmicos de Nova Poá, Império de Vila Vampré, Trevo de Ouro, Ultima Hora, Vila Jaú, Vila Julia, entre outras.

Religião

Capela Mórmon, na Vila Júlia
Marcha para Jesus, evento evangélico
Igreja Matriz, na Rua 26 de Março
Capela Santo Antônio, na Rua 9 de Julho

Poá é uma cidade religiosamente diversa, entretanto com maioria cristã, sendo sua maior parte católica. Há igrejas e templos de diversas religiões, com a predominância das igrejas católicas e evangélicas que foram sendo construídas ao longo dos anos.

Pelo tempo de existência, destacam-se três templos católicos:

Capela de Santa Cruz

Fundado em 1910, é uns dos primeiros templos religiosos de Poá. Ela foi construída em um terreno da Chácara dos Vianas, mais precisamente onde hoje está a portaria do Abrigo Batuíra, na Rua 26 de Março. Era uma pequena capela de Pau-a-pique dedicada ao culto de Santa Cruz. Antonio Bueno, proprietário de terras na antiguidade, foi seu fiel devoto e zelador. Não consta nenhuma referência em documentos do autor da construção da capela, mas presume-se que seja dona Albina Maria de Jesus, antiga proprietária daquelas terras. A primeira referência em documentos que faz a capela está citada num documental de 8 de julho de 1913, no qual Domingos Peres efetua venda de terreno a Salvador Alcassoto. Diz o seguinte: "Um terreno situado na Estação de Poá, desta Comarca de Mogi das Cruzes, fazendo frente para o Largo de Santa Cruz, medindo 13 metros de frente mais ou menos, dividindo pela seguinte maneira: por um lado com Antonio Cardoso do Nascimento, por outro lado com os mesmos vendedores pelos fundos com João Romariz e pela frente com Largo de Santa Cruz, terreno este cercado de arame pela frente".


Igreja Matriz (Capela de Nossa Senhora de Lourdes)

Muito antes da expansão demográfica de Poá se pensou em construir um templo religioso católico. O subdelegado Sebastião Ferreira dos Santos, foi quem doou o terreno para a obra da capela. Algum tempo depois religiosos poaenses se reuniram, juntaram suas economias e anagariações e levantaram o templo religioso da comunidade. No dia 27 de junho de 1916, na Matriz de Itaquá, foi passada a provisão anual para celebração da missa em favor da Capela de Nossa Senhora de Lourdes. Naquela época a povoação contava com 9 casas comerciais na vizinhança da estação e poucas residências esparsas, sendo administrada pelo fiscal de Mogi das Cruzes, Benedito José de Faria. Em 14 de novembro de 1917, inaugurou-se a Capela-mor para onde vinham padres redentoristas para administra-la provenientes de Itaquaquecetuba e Penha de França, em São Paulo. Foi construída com verbas provenientes de quermesses, leilões e tido a colaboração de oleiros, pedreiros, comerciantes e sitiantes. Por volta de 1923 a Capela de Nossa Senhora de Lourdes foi agraciada com uma escadaria de pedra trabalhada, por doação de Bejamim Avelar. Com seu desenvolvimento, em 23 de novembro de 1924, fundou-se o Apostolado da Oração.


Capela de Santo Antônio

Apesar da existência da Caela de Nossa Senhora de Lourdes, os moradores do lado de baixo da estação ferroviária decidiram fundar um outro templo Católico no povoado: a Capela de Santo Antônio. Consta, que teria sido recebido previsão da celebração de missa no dia 6 de junho de 1923. Reconstruída entre as décadas de 1920 a 1930 passou a denominar-se Capela de Santo Antônio, homenagem ao padroeiro do matrimônio. A reforma que a transformou até o estado atual, além da ajuda de várias famílias religiosas teve a participação de Vicente Guida, que lá introduziu as imagens de Santo Antônio e São Vicente de Paulo.


Poá e Padre Eustáquio

Eustáquio van Lieshout, mais conhecido como Padre Eustáquio, foi o primeiro pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes de Poá, criada em 11 de fevereiro de 1935. Consta um documento escrito, que reflete suas primeiras impressões do povoado de Poá:

Busto de Padre Eustáquio, na Igreja Matriz de Poá

"Da Estação sai uma rua estreitinha, cheia de um casario anacrônico, velhas casas dos tempos de antanho. E a vila se resume nessa rua incolor, despida de qualquer interesse, morta, sem nenhuma vivacidade". "Carros de Bois passam lerdos transportando verduras dos sítios das redondezas. E lá no fim da ruela, numa elevação de terreno dominando toda a paisagem recortada de morros azulados, ergue-se o templo de Poá: Nossa Senhora de Lourdes". Na época, Poá tinha 3 mil habitantes, sendo que a maioria trabalhava na Capital e o restante dedicava-se a agricultura.

Antes da elevação à categoria de Paróquia e da vinda de Padre Eustáquio, a igreja servia de local para piqueniques a turistas e excursionistas paulistanos. Há testemunhos vivos e documentação escrita no Vaticano para a beatificação de Padre Eustáquio em razão de seu trabalho realizado entre os pobres, necessitados e doentes. Sua fama de milagreiro estendeu-se pelo Brasil e pelo mundo, divulgando paralelamente o nome da cidade de Poá.

Desde sua infância, tinha sido um grande devoto de Nossa Senhora de Lourdes, na Holanda e em Romaria - MG, ergueram-lhe uma gruta, imitação da original da França. Por isso que se entusiasmo pela gruta poaense. E pela pregação das devoções a Lourdes e São José, a gruta passou a atrair multidões. O espírito apostólico desse vigário, e sua paternal bondade com o próximo e suas virtudes sacerdotais, com surpresa também para ele, criaram-lhe fama e projetaram-lhe o nome muito para além do estreito círculo de seus paroquianos, mais por meio deles, por toda São Paulo e Brasil afora. Dentro em pouco, circulavam notícias de curas obtidas por meio da água da gruta, de aplicação do "bentinho" de São José e principalmente pelas orações e benções do Padre Eustáquio. Entretanto a água milagrosa era pouca e os interessados muitos; por isso não teve outra solução, a não ser suprir a ausência da água de Lourdes por água que o próprio Padre Eustáquio benzia. Padre Eustáquio viveu em Poá entre 15 de fevereiro de 1935 e 13 de maio de 1941

Geografia

Gráfico climático para Poá
J F M A M J J A S O N D
 
 
244
 
27
18
 
 
256
 
27
18
 
 
198
 
27
18
 
 
127
 
25
16
 
 
89
 
23
13
 
 
77
 
22
12
 
 
63
 
22
12
 
 
66
 
23
13
 
 
97
 
24
14
 
 
155
 
24
15
 
 
164
 
26
16
 
 
191
 
26
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora

Clima

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (Média de 14°C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1400 mm.

Demografia

Informações adicionais
Ficha técnica
DDD 11
Faixa de CEP 08550-000 até 08568-000[26]
Padroeira Nossa Senhora de Lourdes[27]
Vínculo diocesano Diocese de Mogi das Cruzes
Vereadores 11
Comarca Poá
Eleitores 80.510[28]
País Brasil Brasil
Macrorregião Sudeste
Área urbana 15,71 km²[29]
Potencial de consumo 0,06408 est. 2010[7]
Índice Gini 0,39 est. 2003[17]
Trabalhadores registrados no município 62.371 pessoas IBGE/2006[30]
Empresas instaladas no município 18.131 empresas IBGE/2006[31]

(Fonte: IPEADATA)

Distâncias

Formação geológica

Terciária – formação São Paulo – arenitos, argilas, folhetos, pirobetuminosos.

Hidrografia

Mobilidade urbana

Sistema viário

Vias entorno da Praça de Eventos.
Mapa com a representação do sistema viário de Poá.

O sistema viário de Poá é composto por vias locais e arteriais. A via de maior fluxo é a Rodovia Henrique Eroles. Diversas avenidas fazem a ligação entre os bairros, assim como para municípios vizinhos. A maioria possui pista simples, mas há vias duplicadas como a Nove de Julho e Getúlio Vargas. No centro, a maioria das ruas são estreitas e de mão única. Em grande parte dos cruzamentos, ao invés de se utilizar semáforos, foram criadas rotatórias, e assim reduzindo ou mesmo eliminando a necessidade de instalação desses equipamentos eletrônicos que acabam por gerar lentidão no trânsito toda vez que interrompem o tráfego de veículos. Para a transposição da via férrea, Poá conta há mais de 30 anos com dois viadutos, um no centro, sobre a linha 11 da CPTM, e outro na zona industrial, sobre a linha 12.

Com inauguração prevista para 2014, o trecho leste do Rodoanel Mário Covas, provocará alterações no volume de veículos que transitam pela cidade. O único acesso a rodovia (com exceção das interligações com as outras rodovias), ficará em Poá, onde haverá a interligação com a SP-66 e saída para o município de Suzano e a instalação de praças de pedágio. Com isso já estão em estudo alterações no sistema viário, como a construção de um terceiro viaduto.[33]

Rodovias

Trevo de Poá, na SP-66.

Principais vias (separadas por bairros)

Obs.: o trecho seguinte está "compactado" de modo a despoluir visualmente o contexto da página toda.

Lado sul

  • Avenida Brasil
  • Rua 26 de Março
  • Avenida Deputado Cunha Bueno
  • Avenida Jorge Francisco Correia Allen
Cidade Kemel / Vila Perracine
  • Avenida Anchieta
  • Avenida Kemel Addas
  • Avenida Minas Gerais
  • Avenida Clemente Cunha Ferreira
  • Avenida Niteroi
Calmon Viana / Jardim Nova Poá / Jardim São José
  • Rua Teresa
  • Avenida Adutora
  • Avenida João Peckny
  • Avenida Campo Grande
  • Avenida Águas de Prata
  • Avenida Getúlio Vargas
  • Avenida Capitão Pedro Esperidião Hoffer
Vila Amélia / Vila Romana / Jardim Obelisco / Jardim Débora / Vila Pereta / Jardim Selma Helena/Jardim Estela
  • Rua Dom Pedro II
  • Avenida Vicente Leporace
  • Avenida Lucas Nogueira Garcez
  • Rua Coronel Benedito de Almeida
  • Avenida Nossa Senhora de Lourdes

Lado norte

Centro
  • SP-66
  • Avenida 9 de Julho
  • Avenida Vital Brasil
  • Avenida Antonio Massa
  • Avenida Fernando Rossi
  • Alameda Luis Carlos Bueno
  • Avenida Deputado Castro de Carvalho
  • Avenida Leonor Bolsoni Marques da Silva

Transporte público

O município é servido pelos trens das Linha 11 e Linha 12 da CPTM, pelas estações Poá e Calmon Viana (sendo esta última integrada as duas linhas).

Por ônibus é servido por linhas municipais da empresa Radial Transporte Coletivo. A frota da empresa para operação nas linhas municipais é de 20 veículos. Todos os veículos são adaptados para passageiros com mobilidade reduzida, possuindo elevadores e bancos para passageiros obesos. A idade média da frota é de 1,5 anos; o veículo mais antigo é de 2007, e o mais novo 2009.

A tarifa atualmente é de R$2,50. Estudantes pagam meia e idosos acima de 65 anos não pagam tarifa. Além de ser o primeiro município do Alto Tietê a ter 100% da frota de ônibus adaptados à passageiros com mobilidade reduzida, Poá foi o primeiro município ,e terceiro do estado de São Paulo a implantar integração tarifária por bilhetagem eletrônica. O sistema, conhecido como "Bilhete Único" (em alusão ao bilhete utilizado na Capital), funciona desde 4 de Setembro de 2009 e permite que o usuário utilize dois ou mais ônibus municipais no período de uma hora pagando apenas uma tarifa.[34] O cartão utilizado para a integração foi batizado de "Compoá". O sistema é exclusivamente municipal.

Basicamente, existem duas linhas circulares que ligam os bairros dos extremos norte e sul ao centro. O intervalo na linha mais movimentada, São José/Nova Poá/Centro, chega a ser de apenas 7 minutos no horário de pico. Atualmente a principal deficiência no transporte municipal de Poá é a não-abrangência de todo o território da cidade. Principalmente bairros dos extremos leste e oeste do município não servidos por ônibus municipais. As linhas atuais foram criadas há muito tempo, quando a população era bem menor, assim como o sistema viário municipal. Esta dificuldade é superada pela população local com a utilização de ônibus intermunicipais, que possuem tarifas elevadas. Um reflexo deste problema é o aumento da frota de veículos. No primeiro semestre de 2008, havia cerca de 18 mil automóveis registrados no município.

As 27 linhas de ônibus intermunicipais da EMTU (Consórcio Unileste), ligam Poá aos seguintes municípios da região:

Terminal Rodoviário da Cidade Kemel, ponto inicial/final de diversas linhas intermunicipais.

No site da Radial e no site da EMTU/SP é possível pesquisar o itinerário das linhas de ônibus que passam por Poá. Há ainda uma linha rodoviária que parte de Ferraz, que tem como destino Bertioga, que passa pelo centro de Poá.

Cidades-irmãs

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. a b Fundação Seade - PIB Municipal 2006. Fundação Seade (2007). Página visitada em 22 de Março de 2009.
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  6. G1 > Edição São Paulo - NOTÍCIAS - São Caetano tem menor índice de homicídios na região metropolitana.
  7. a b Sala de Imprensa - Notícias. Página visitada em 26 de Março de 2009.
  8. Associação Comercial e Empresarial de Poá.
  9. Diário de Suzano - Jornal de Fato - Presidente de Câmara pede apoio a deputado para elevar Ferraz à condição de Comarca.
  10. Diário de Suzano - Jornal de Fato - Governo veta projeto que solicita elevação de Ferraz para Comarca.
  11. Mogi News - Ideb divulga ranking da qualidade de ensino.
  12. Mogi News - Poá comemora resultado do IDEB.
  13. Ligações externas
    Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
    Commons Imagens e media no Commons

    Quer Anunciar Nesta Página?
    Planos de US$20 ou US$80 dolares mensais.

    O pagamento será efetuado através do Paypal com toda segurança. Após a confirmação do pagamento, enviaremos as instruções por email com o formato e tipo de anúncio para incluirmos na página.

    Em menos de 24 horas seu anúncio estará no ar!

    Escolha o Posicionamento na Pagina:
    Instruções Adicionais:
    Os textos destas páginas estão sob a GNU Free Documentation License