São Vicente (São Paulo)
| Município da Estância Balneária de São Vicente | |||||
| "A primeira vila brasileira" "Cellula-Mater da Nacionalidade" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 22 de janeiro de 1532 (478 anos) | ||||
| Gentílico | vicentino ou calunga | ||||
| Lema | Cellula Mater, em latim "célula mãe (da nacionalidade)" | ||||
| Prefeito(a) | Tércio Augusto Garcia Júnior (PSB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Santos IBGE/2008[1] | ||||
| Região metropolitana | Baixada Santista | ||||
| Municípios limítrofes | Norte: São Paulo, São Bernardo do Campo, Cubatão; Leste: Santos e Sudoeste: Itanhaém, Praia Grande e Mongaguá. |
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| Distância até a capital | 74 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 148,424 km² | ||||
| População | 330 795 hab. est. IBGE/2009[2] | ||||
| Densidade | 2 219,1 hab./km² | ||||
| Altitude | 6 m | ||||
| Clima | subtropical Cfa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,798 médio PNUD/2000[3] | ||||
| PIB | R$ 2 181 038 mil IBGE/2007[4] | ||||
| PIB per capita | R$ 6 740,00 IBGE/2007[4] | ||||
São Vicente é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista, na microrregião de Santos. A população estimada em 2006 era de 329 370 habitantes e a área é de 148 km², o que resulta numa densidade demográfica de 2123,73 hab/km².
Foi a primeira vila fundada pelos portugueses na América, em 1532. Hoje, a cidade, situada na metade ocidental da Ilha de São Vicente, que compartilha com Santos, baseia a sua economia no comércio e turismo.
Parte do município se estende pelo continente, em duas porções distintas: o bairro de Japuí, ligado à cidade por uma ponte construída em 1914 pelo engenheiro Saturnino de Brito no caminho que ruma a Praia Grande, e o distrito de Samaritá, que inclui também os bairros do Conjunto Humaitá, Parque Continental, Parque das Bandeiras, Jardim Rio Branco, Samaritá, Vila Ema e o Quarentenário, situados ao longo da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, entre Cubatão, Praia Grande e os contrafortes da Serra do Mar.
Índice |
Estância balneária
São Vicente é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
História
Quando a expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos chegou ao Brasil, em 22 de janeiro de 1502, deu à ilha o nome de São Vicente, pois o local era conhecido, até então, como Ilha de Gohayó.
Outro fidalgo português, Martim Afonso de Sousa, nomeado pelo rei de Portugal Dom João III donatário de duas capitanias hereditárias que incluiam a ilha, foi enviado pela coroa portuguesa para explorar a nova colônia e colocar marcos territoriais no litoral atlântico e no Rio da Prata, fundou então a vila de São Vicente em 22 de janeiro de 1532. Por ter sido a primeira vila fundada no Brasil, ostenta o título de 'cellula mater' dos municípios brasileiros.
Martim Afonso instalou então em sua nova vila os símbolos do poder organizado, construindo um pelourinho, uma igreja e uma câmara, realizando em 22 de agosto de 1532 as primeiras eleições em todo o continente americano. Como atividade econômica começou a cultura da cana e a instalação de engenhos para a manufatura do açúcar, principal produto do período colonial. Mas a implantação deste esquema exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais para a produção açucareira. Estas eram a pecuária e a agricultura de subsistência. As primeiras cabeças de gado a chegarem ao Brasil vieram do arquipélago de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente.
Guerra de Iguape
Esta batalha ocorreu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente. Em virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, alguns espanhóis, liderados por Ruy Garcia de Moschera, instalaram-se nos arredores da província vicentina. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila (a I-Caa-Para) e venceram algumas batalhas contra corsários franceses. Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em contrapartida, Garcia de Moschera e seus seguidores embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, levando inclusive o Livro do Tombo, deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras (que arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", cf. Donato, p. 89), os espanhóis foram forçados a se retirarem, primeiro para a Ilha de Santa Catarina, e, depois, para Buenos Aires.
BARRETTO (1958) menciona o episódio do saque de São Vicente por Moschera, porém datando-o de 1537 (op. cit., p. 258).
Símbolos Municipais Vicentinos
Jorge Bierrenbach Senra, ex-prefeito deste município, através da Lei nº 1684 de 22 de março de 1976, institui os seguintes símbolos municipais de São Vicente:
I – O Brasão de Armas
II – A Bandeira Municipal
O Brasão de Armas, de autoria do Dr. Lauro Ribeiro Escobar, assim se descreve: escudo baleado, de prata, com um leão rompante de púrpura e bordadura de goles, carregada de oito cruzes páteas de ouro; o escudo é encimado por coroa moral de prata, de oito torres, suas portas abertas de goles tem como suportes, hastes de cana-de-açúcar natural, listel de goles (vermelho) com a divisa "Cellular Mater" em letras de ouro.
Já a bandeira de São Vicente, assim se descreve: retangular, de branco, com um leão rompante de púrpura e bordadura de vermelho, carregada de oito cruzes páteas em amarelo.
O Brasão de Armas é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:
I – Obrigatoriamente, a. Em documentos e papéis oficiais; b. No gabinete do Prefeito Municipal e na sala de sessões da Câmara de Vereadores.
II – Facultativamente, a. Nas fachadas dos edifícios públicos; b. Em veículos oficiais; c. Em locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.
Geografia
Praias
Sem dúvida o grande atrativo da cidade para os visitantes são as praias. A cidade possui cinco praias:
- Praia do Itararé
- Praia dos Milionários
- Praia de São Vicente (mais conhecida como praia do Gonzaguinha)
- Praia de Paranapuã
- Praia de Itaquitanduva
Hidrografia
Entre os acidentes físicos hidrográficos destacam-se no município: a Baía de São Vicente; a Baía de Santos; o Mar Pequeno; os rios: Bugres, Piassubuçú, Branco, Cacheta, Emídio, Cruz, Cobras, Cubatão, Cubatão de Baixo, Cubatão de Cima, Pilões, Branco de Cima, Acarau de Baixo, Acarau de Cima, Tapuá, Santana, Guaramar e Pompeba; os córregos: Divisa e Mãe Maria, o Ribeirão Cagecas, a Cachoeira de Itu e o Canal Barreiros.
Clima
| Gráfico climático para São Vicente | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
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247
28
19
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299
28
19
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226
28
18
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180
25
16
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140
23
14
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108
22
13
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83
22
12
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99
23
13
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129
23
14
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163
24
15
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160
26
16
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162
26
18
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| Temperaturas em °C • Precipitações em mm Fonte: Tempo Agora |
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Uma das características da região é a alta taxa de umidade relativa durante todo o ano, sempre superior a 80%. Essa taxa tão elevada resulta de intensa evaporação e das constantes inversões de massa de ar de origem polar associado ao relevo escarpado. As temperaturas médias durante o verão são em torno de 24°C; no inverno em torno dos 17°C.
Vias de ligação
A região da Baixada Santista é ligada à Grande São Paulo por rodovia através do Sistema Anchieta – Imigrantes. A Rodovia dos Imigrantes atinge o Município, cruzando a área da ilha urbana e seguindo em direção à Praia Grande pela transposição do Canal dos Barreiros através da Ponte do Mar Pequeno. Em direção ao Litoral Sul, partindo da Rodovia dos Imigrantes, tem-se a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que corta toda a porção Continental do Município entre Serra do Mar e a planície de Samaritá. O Município é cortado de leste a oeste na ilha e na parte continental pelas linhas da Ferrovia Paulista (FEPASA), que em direção a oeste, interliga São Vicente com Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe; em direção a leste com Santos e em direção ao norte, chega ao Planalto Paulistano, ao sul da Grande São Paulo, em Embu-Guaçu.
Rodovias
Demografia
O Território do Município de São Vicente integra a complexa planície sedimentar da Baixada Santista, formada pelas planícies de Praia Grande e Bertioga. Estas planícies apresentam morros isolados na ilha de São Vicente (Santos/São Vicente) e de Santo Amaro (Guarujá), sendo delimitada pela linha de costa, e em sua porção interior, pelas cristas da escarpa da Serra do Mar.
Igreja Católica
O município pertence à Diocese de Santos.
Administração
- Prefeito: Tércio Garcia (PSB) (2009/2012)
- Vice-prefeito: Rogério Barreto (PPS)
- Presidente da câmara: Paulinho Alfaiate (PSB) (2009/2010)
Cidades-irmãs
A cidade de São Vicente tem nove cidades em cinco países diferentes que são consideradas suas irmãs.[5] São elas:
- Santarém, Belmonte e Ansião[6],
Portugal; - Naha,
Japão; - Corrientes e Resistência,
Argentina; - Havana e Holguín,
Cuba e - Assunção,
Paraguai.
Cultura
Pontos turísticos
São Vicente não guardou muitos vestígios de sua história antiga, embora existam testemunhos valiosos. A cidade hoje é eminentemente turística, e desenvolveu-se muito no século XX devido ao turismo de veraneio.
Embora a rede hoteleira seja restrita, os veranistas em geral alugam imóveis mobiliados para a temporada. Por ser um balneário antigo, a cidade possui uma ótima infra-estrutura, contando com muitos bares, restaurantes, supermercados e hipermercados.
O centro de São Vicente (arredores das praças 22 de Janeiro, Coronel Lopes e Barão do Rio Branco) é um ponto de comércio que, graças a recentes obras de revitalização, está em pleno desenvolvimento e tem a vantagem de estar perto da praia do Gonzaguinha.
Em 27 de abril de 2007 - foi inagurado um grande shopping center — o Brisamar Shopping, que com seus 4 andares, tem aquecido ainda mais o comércio da cidade. Sua localização é privilegiada, pois está localizado em frente à Prefeitura Municipal da cidade. Abrange duas quadras, interligadas por uma passarela suspensa que passa por cima de uma rua, oferecendo uma interessante visão panorâmica (inclusive com vista parcial da praia do Gonzaguinha). Possui aproximadamente 130 lojas e tem 1300 vagas no estacionamento (1100 vagas do shopping e 200 do hipermercado em anexo). Conta, ainda, com 14 lojas na praça de alimentação e 6 salas de cinema (que oferecem pouco mais de 1700 lugares). Outro destaque da cidade é Encenação da vila de são Vicente,realizada sempre na semana de aniversário da cidade.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
Bibliográficas
- BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368 p.
- BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 288 p. il. ISBN 8573022523
- Donato, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987.
- Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomatica, militar e política d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
- YOUNG, Ernesto G. Esboço Histórico da Fundação da cidade de Iguape. Revista do IHGSP, vol II, São Paulo, 1896 pp. 49–151.
Ligações externas
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